quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A bela seca de 2013

            Entre um prédio e outro, tenho da janela do meu quarto um traço do horizonte adornado por parte do Plano Piloto de Brasília. Uma vista privilegiada e cada vez mais rara em uma cidade com cada vez mais prédios. A cada manhã ao levantar, abro a persiana e verifico como está o tempo. Nas minhas consultas matinais pude perceber que o período seco do ano de 2013 em Brasília foi mais belo do que costuma ser.
        Estamos chegando no final de mais um período seco. Normalmente, durante toda a seca, a visão matutina é marcada pela pálida névoa seca ou pelo acinzentado da fumaça que não consegue se dissipar durantes as frias noites do período. Cenário agravado pelas queimadas típicas dessa época.
          Neste ano não estivemos livres da pele seca e dos lábios rachados, das inflamações na garganta e da tosse, da nebulização e da benzetacil, das toalhas molhadas no quarto e dos umidificadores de ar. Mas também não chegamos aos alarmantes índices de baixa umidade do ar que levam os defensores civis ao jornal para pedir que as crianças sejam liberadas mais cedo da escola.
          Nesses meados de setembro a turbidez do ar está começando a aumentar. Mesmo assim é fato que a seca foi menos severa. Tivemos uma menor quantidade de dias sem chuva. Houveram chuvas esparsas durante a seca e a melhor consequência disso, do meu ponto de vista, amparado na visão da minha janela, é a bela vista do límpido céu azul, enfeitado pelas nuvens brancas e o sol matinal com todo seu esplendor. É bom também constatar que os incêndios florestais foram menores este ano.
          As mudanças climáticas ainda não são compreendidas e nem o podem ser em curto prazo. Muitas alterações estão em curso. A seca é essencial ao bioma Cerrado e precisa continuar a existir. Mas, oxalá tivéssemos a sorte de que a seca continuasse ocorrendo em sua forma mais branda.

Um comentário:

  1. Melhor são as queimadas serem menos incidentes. Será que temos brasilienses mais educados? Boa observação amigo. William Costa

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