Qual foi seu gesto
concreto em favor da Campanha da Fraternidade 2017? Apesar de já estarmos no
Tempo Pascal (tempo que a Igreja Católica comemora a ressurreição de Jesus)
ainda dá tempo de fazer alguma coisa. Afinal, sempre é tempo de fazer algo
pelos biomas brasileiros.
Todos os anos,
durante a Quaresma (período de preparação para a comemoração da Páscoa) a
Igreja Católica incentiva seus fiéis a praticarem exercícios espirituais que
os levem a uma mudança positiva em seus estilos de vida. No Brasil, nesse
período, a Igreja promove a Campanha da
Fraternidade convidando a reflexão mais aprofundada de um tema de
relevância social. Em 2017, a Campanha da Fraternidade tem como tema “Fraternidade: Biomas Brasileiros e Defesa
da Vida” e como lema “Cultivar e
guardar a criação”.
Essa não é a
primeira vez que o tema escolhido remete à questão ambiental. Isso ocorreu
outras cinco vezes. A mensagem é clara: Não basta ao cristão católico
dedicar-se aos preceitos morais e ritualísticos de sua religião. Também precisa
se empenhar no que se poderia chamar de “conversão ecológica”, buscando adotar
hábitos que levam a uma convivência harmônica com a natureza, dom de Deus, e
com seus semelhantes. Isso ficou pacificado com a exortação do Papa Francisco na
carta “Laudado Si” para que todos se
empenhem no combate à degradação ambiental e às mudanças climáticas.
Ações eclesiais na
defesa do meio ambiente não desviam a Igreja de sua missão de evangelizar,
afinal, pode-se esperar que quem aprende a respeitar ao meio ambiente, também
cuida de si mesmo e se preocupa com o próximo. Apostando nisso, a Campanha da
Fraternidade 2017 quer que o brasileiro, ao cuidar da natureza, também valorize
as diversas manifestações culturais de seu povo. A preservação dos biomas
brasileiros implica na preservação da vida e da cultura das populações que neles
residem. Lutar pela natureza é lutar para nossos irmãos índios, quilombolas, ribeirinhos,
pantaneiros, sertanejos, seringueiros, pescadores e tantos outros, possam
sobreviver e viver bem.
Cada brasileiro é
chamado a amar o bioma em que reside e à adoção de um estilo de vida compatível
com a preservação desse bioma. Se tivéssemos mais amor pelos nossos biomas, não
estaríamos enfrentando tantas crises, tais como, mudança do clima, diminuição
da vazão dos rios, falta d’água, desaparecimento de animais e peixes. O Distrito
Federal, por exemplo, está atravessando uma crise hídrica sem precedentes. A crise
certamente seria atenuada se houvessem mais ações para preservação do Cerrado
ou, em outras palavras, se as pessoas tivessem mais amor pelo cerrado. O auge
da campanha, a Quaresma, já passou. Mas ainda há tempo para buscar conhecer, para
amar e para fazer algo pelo seu bioma.



