sábado, 22 de abril de 2017

FRATERNIDADE: BIOMAS BRASILEIROS E DEFESA DA VIDA


     Qual foi seu gesto concreto em favor da Campanha da Fraternidade 2017? Apesar de já estarmos no Tempo Pascal (tempo que a Igreja Católica comemora a ressurreição de Jesus) ainda dá tempo de fazer alguma coisa. Afinal, sempre é tempo de fazer algo pelos biomas brasileiros.
     Todos os anos, durante a Quaresma (período de preparação para a comemoração da Páscoa) a Igreja Católica incentiva seus fiéis a praticarem exercícios espirituais que os levem a uma mudança positiva em seus estilos de vida. No Brasil, nesse período, a Igreja promove a Campanha da Fraternidade convidando a reflexão mais aprofundada de um tema de relevância social. Em 2017, a Campanha da Fraternidade tem como tema “Fraternidade: Biomas Brasileiros e Defesa da Vida” e como lema “Cultivar e guardar a criação”.
     Essa não é a primeira vez que o tema escolhido remete à questão ambiental. Isso ocorreu outras cinco vezes. A mensagem é clara: Não basta ao cristão católico dedicar-se aos preceitos morais e ritualísticos de sua religião. Também precisa se empenhar no que se poderia chamar de “conversão ecológica”, buscando adotar hábitos que levam a uma convivência harmônica com a natureza, dom de Deus, e com seus semelhantes. Isso ficou pacificado com a exortação do Papa Francisco na carta “Laudado Si” para que todos se empenhem no combate à degradação ambiental e às mudanças climáticas.
     Ações eclesiais na defesa do meio ambiente não desviam a Igreja de sua missão de evangelizar, afinal, pode-se esperar que quem aprende a respeitar ao meio ambiente, também cuida de si mesmo e se preocupa com o próximo. Apostando nisso, a Campanha da Fraternidade 2017 quer que o brasileiro, ao cuidar da natureza, também valorize as diversas manifestações culturais de seu povo. A preservação dos biomas brasileiros implica na preservação da vida e da cultura das populações que neles residem. Lutar pela natureza é lutar para nossos irmãos índios, quilombolas, ribeirinhos, pantaneiros, sertanejos, seringueiros, pescadores e tantos outros, possam sobreviver e viver bem.
     Cada brasileiro é chamado a amar o bioma em que reside e à adoção de um estilo de vida compatível com a preservação desse bioma. Se tivéssemos mais amor pelos nossos biomas, não estaríamos enfrentando tantas crises, tais como, mudança do clima, diminuição da vazão dos rios, falta d’água, desaparecimento de animais e peixes. O Distrito Federal, por exemplo, está atravessando uma crise hídrica sem precedentes. A crise certamente seria atenuada se houvessem mais ações para preservação do Cerrado ou, em outras palavras, se as pessoas tivessem mais amor pelo cerrado. O auge da campanha, a Quaresma, já passou. Mas ainda há tempo para buscar conhecer, para amar e para fazer algo pelo seu bioma.

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