terça-feira, 18 de setembro de 2018

FÉ E POLÍTICA NO RECANTO DAS EMAS



     Visando contribuir com a formação da consciência política dos fiéis, à luz do “Ano Nacional do Laicato” e da “Doutrina Social da Igreja”, tendo em vista a proximidade das Eleições 2018, por meio do Observatório Thomas More de Política – OTMP, está sendo promovida em diversas paróquias uma série de palestras chamada “DIÁLOGOS SOBRE FÉ E POLÍTICA À LUZ DA DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA – DSI”. Nessa terça-feira, dia 18/09/2018, o encontro foi na Paróquia São Gabriel Arcanjo, do Recanto das Emas, onde foi enfatizado o tema “VOTO CONSCIENTE PARA AS ELEIÇÕES DE 2018” para cerca de 80 pessoas.

     O professor e mestre Lindson Santos, membro do OTMP, mostrou que a Igreja Católica, exceto em situações extremas, não manifesta oficialmente apoio a partido político ou candidato. No entanto, a Igreja orienta que os fiéis votem em candidatos capazes, comprometidos com a Doutrina Social da Igreja, que defendam a vida e os direitos humanos e que apresentem um projeto político com propostas que não contrarie o Catecismo da Igreja Católica e demais documentos da Igreja. Lindson reforçou que é importante que os fiéis católicos conheçam a “Cartilha de Orientação Política – Os cristãos e as eleições 2018” lançada pela CNBB.

    Estiveram presentes alguns candidatos a Deputado Distrital e a Deputado Federal, que puderam se apresentar e expor suas propostas:
  • Dilmanoel, candidato a Deputado Distrital pelo PDT, número 12777, apresentou-se dizendo que defende bíblia e a família;
  • Carlos Dalvan, candidato a Deputado Distrital pelo Progressistas, número 11311, disse ser empresário e membro da Pastoral Vocacional da Paróquia São Gabriel Arcanjo;
  • Leozão, candidato a Deputado Distrital pelo PPL, número 54541, também é empresário na cidade do Recanto das Emas, membro a Comunidade Católica Renascidos em Pentecostes;
  • O candidato a Deputado Distrital pelo Patriota, Kaio Teixeira, número 51333, não esteve presente, mas enviou uma representante que falou de sua defesa de políticas públicas voltadas para as crianças;
  • Paulo Fernando, candidato a Deputado Federal pelo Patriota, número 5151, é membro do movimento Pró-Vida e trabalha atua em rádios católicas do Distrito Federal;
  • Kamuu Dan Wapichana, candidato indígena a Deputado Federal pela Rede Sustentabilidade, número 1813, participou de várias pastorais e movimentos católicos, dentre eles Pastoral da Juventude e Legião de Maria, e quer defender o Cerrado, a água e as minorias.


     Apesar do turbulento cenário político brasileiro atual, os católicos olham para o futuro “alegres por causa da esperança” (Rm 12,12). Esperança de que dias melhores se materializem, a partir do voto consciente nessas eleições de 2018.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

QUEM SERIA BOLSONARO, NÃO FOSSE O ÓDIO CONTRA ELE?



   Quem seria Bolsonaro hoje, não fosse ódio de Maria do Rosário? Quem seria Bolsonaro hoje, não fosse ódio de Jean Wyllys? Quem seria Bolsonaro hoje, não fosse o ódio de tantas outras pessoas que não concordam com suas ideias? Certamente não estaria entre os candidatos à Presidência da República com maiores taxas de intenção de voto. Não seria conhecido nacionalmente. Continuaria conhecido apenas no Rio de Janeiro, mero deputado do “baixo clero”, como ele mesmo gosta de se referir aos políticos de baixa expressão.

     Maria do Rosário, Jean Wyllys e tantos outros fizeram com que o nome de Bolsonaro chegasse à grande mídia. A oposição gera polêmica e a polêmica viraliza conteúdo. Bolsonaro e seus seguidores sabem usar o ódio dos inimigos como combustível para o sucesso. São auxiliados pelos algoritmos dos sites de busca e das redes sociais. Quanto mais você detesta o candidato, visualiza seus conteúdos e comenta suas postagens, nem que seja para xingar, mais você contribui para a propagação de sua mensagem na internet. De modo que, no início, as pessoas tinham vergonha de declarar apoio ao candidato. Bolsonaro tinha o apoio aberto apenas de militares e algumas pessoas radicais. Mas, com a divulgação de sua mensagem, com as polêmicas e embates, aos poucos, mais e mais pessoas passam a ter coragem de se pronunciar a favor dele.

     Quem é contra Bolsonaro, não precisa ter ódio. Ser adversário político não quer dizer ser inimigo. De um lado ou de outro, o ódio não faz bem para ninguém. Devemos evitar que nosso país seja tomado pela intolerância no campo político. Como disse o filósofo Mário Sérgio Cortella, Bolsonaro é uma “possibilidade da democracia*”. Sua existência como candidato deve ser respeitada em nome da democracia. Se você é contra ele, apenas não curta, não compartilhe, não divulgue sua mensagem. E espere que ele e suas ideias caiam no ostracismo. Como aquele cantor sem graça, que fez sucesso durante um tempo, mas que ninguém lembra mais.