Quem
seria Bolsonaro hoje, não fosse ódio de Maria do Rosário? Quem seria Bolsonaro
hoje, não fosse ódio de Jean Wyllys? Quem seria Bolsonaro hoje, não fosse o
ódio de tantas outras pessoas que não concordam com suas ideias? Certamente não
estaria entre os candidatos à Presidência da República com maiores taxas de
intenção de voto. Não seria conhecido nacionalmente. Continuaria conhecido
apenas no Rio de Janeiro, mero deputado do “baixo clero”, como ele mesmo gosta
de se referir aos políticos de baixa expressão.
Maria
do Rosário, Jean Wyllys e tantos outros fizeram com que o nome de Bolsonaro
chegasse à grande mídia. A oposição gera polêmica e a polêmica viraliza conteúdo.
Bolsonaro e seus seguidores sabem usar o ódio dos inimigos como combustível
para o sucesso. São auxiliados pelos algoritmos dos sites de busca e das redes
sociais. Quanto mais você detesta o candidato, visualiza seus conteúdos e comenta
suas postagens, nem que seja para xingar, mais você contribui para a propagação
de sua mensagem na internet. De modo que, no início, as pessoas tinham vergonha
de declarar apoio ao candidato. Bolsonaro tinha o apoio aberto apenas de
militares e algumas pessoas radicais. Mas, com a divulgação de sua mensagem,
com as polêmicas e embates, aos poucos, mais e mais pessoas passam a ter
coragem de se pronunciar a favor dele.
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