domingo, 14 de março de 2021

Carro ou bicicleta?

 


     O que é mais rápido? Ir de casa para o trabalho de bicicleta ou de carro?

     Você já fez esse teste?

     No meu caso, chego mais rápido de bicicleta!

     No horário de pico, gasto cerca de 40 minutos para vencer os 10 Km de casa para o trabalho usando o carro. Bem mais dos que os 25 minutos que gasto para ir de bicicleta e quase os 50 minutos que levo para ir correndo. Claro que, sem engarrafamentos, seria bem mais rápidos. Mas, normalmente, nos horários que vamos para o trabalho e que voltamos para casa, o trânsito é intenso.

     Por conta disso, para pequenas e médias distâncias, é perfeitamente viável o uso da bicicleta nos deslocamentos diários. E uma corridinha de vez em quando também faz bem. Você economiza, evita o transporte público lotado, cuida da saúde e, de quebra, ajuda ao meio ambiente.

     E aí? Topa?


terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Correr do trabalho para casa, é possível?

     Dez quilômetros separam minha casa do trabalho. Fiz o percurso a pé. Não é nada extraordinário, mas muita gente acha muito difícil. Não se limite. Permita-se.

     Você verá que não é nada impossível e haverá ganho para sua saúde física e financeira.

     Se o percurso para o trabalho for maior, você pode correr até a estação do metrô, ao invés de pegar um ônibus ou dirigir até lá. Ou andar algumas paradas e pegar um outros ônibus que lhe sirva melhor ou antecipar umas paradas e pegar um ônibus mais vazio.

     Se não puder correr 10, corra 5, corra 1, corra 0,5 Km. O importante é não ficar parado e cuidar de si.




SITUAÇÃO DE CICLOVIAS NO DF

Brasília é uma das grandes cidades brasileiras que mais tem ciclovias. Mas, isso não quer dizer que aqui tenha muitas. As outras cidades é que têm muito poucas. Aqui ainda faltam ciclovias, principalmente paralelas às maiores rodovias, que integram os polinúcleos da cidade. Para piorar, as ciclovias existentes padecem pela falta de manutenção. Por esse motivo, algumas deixaram de existir, como a que ligava o Setor P Sul da Ceilândia ao Centro de Taguatinga (sabia disso? Sim, havia uma ciclovia ali).

Os problemas encontrados são: água acumulada, lama, perda de pavimento, galhos de árvores, falta de iluminação, erros de projeto, falta de segurança, entre outros, como mostrado nos vídeos.



sábado, 8 de agosto de 2020

VÁ EM PAZ, VÓ!


Lembro saudoso das férias que passei em tua casa. Fiquei lá por mais de mês. Cuidaste de mim tão bem, sempre atenta às mínimas necessidades. Não só às nossas, dos netos. Ou as dos filhos. Mas de toda comunidade. Quando cheguei lá, estranhei aqueles rolos de algodão, aqueles litros de álcool e iodo, aquelas caixas de ataduras na estante. Tudo em tamanho que eu nunca havia visto antes. Também haviam resquícios de que ali, algum dia houvera aulas. Logo percebi que tua casa, na verdade, era o posto de saúde daquele lugarejo e que, algum dia, também havia sido a escola. O Estado havia confiado a ti a missão de representá-lo naquela comunidade. Não só o Estado, também a Igreja. Eras tu quem fazia a Celebração da Palavra, encomendava os corpos, cuidava da saúde física e espiritual das pessoas. Acumulava com destreza as funções de mãe e esposa, de vó e bisavó, de professora e enfermeira, de líder comunitária e religiosa, de agricultora e cozinheira...A tua casa, vó, era fonte de cura. Curava a ignorância com lousa e giz. Ah, vó, que interessante, além de mãe, eras a professora de teus filhos. Sei que na época da "praga", os enfermos ficaram hospedados na tua casa. Cuidavas deles mesmo correndo o risco de que teus próprios filhos ficassem doentes. Muitos voltaram curados para suas famílias. Sabe, vó? Eu também fui curado lá.  Foi lá que tive minha última crise asmática. Seus remédios caseiros me curaram definitivamente. Lá se vão vinte e poucos anos sem crise.Foste  um exemplo de ser humano. Foste capaz das mais profundas caridades. Capaz até de oferecer um de teus filhos para um casal de pais que não os podia ter. Até tentamos seguir o seu exemplo, mas me vejo incapaz de fazer tudo igual a ti. Tu deste conta de quase duas dezenas de filhos, eu sofro para cuidar de três. Tu cuidavas de casa, das aulas, dos doentes, da roça... Eu mal dou conta do meu trabalho. Tu cuidavas da espiritualidade de uma comunidade. Eu mal consigo ir à missa aos domingos.Sei, vovó, que, em algum momento, tiveste antipatia pela minha mãe. Mas isso não importa. Sei que era apenas zelo pelo teu próprio filho. Qual a mãe que não sente ciúme do filho e desconfia de quem dele se aproxima?Eu sempre imaginei, vó, que quando tu morresses a gente ia fazer uma grande carreata daqui para o Maranhão e haveria um funeral com muita gente no Sindô, digno de sua pessoa. Mas, infelizmente, a epidemia do coronavírus nos tirou isso. Enfim, vovó, descansaste. Descansaste de tanta labuta e do sofrimento pelo qual passou nesses últimos anos. Agora recebes a justa e merecida coroa que Deus reservou aos justos. Vá em paz!

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Opinião: Novo Marco do Saneamento

Effluent - Wikipedia

     Perguntaram minha opinião sobre o novo marco do saneamento. Aproveito deste canal para compartilhá-la com os amigos. Para mim, o novo marco cria regras diferentes para empresas públicas e privadas e favorece a privatização do setor. A diferença é injusta, lógico. E, sou contra a privatização, não por ser empregado do setor mas, como cidadão, percebo que não é a melhor alternativa. Considero que qualquer dos serviços essenciais (água, energia, transporte...) deve permanecer na mão do Estado,  para garantir o acesso de toda a população sem cobranças abusivas e a continuidade da prestação do serviço. Mas é lógico que o saneamento precisa ser debatido no Brasil. Estamos com um defasamento de décadas no setor. Em um país tão rico  em recursos hídrico, a água chega com dificuldade à maioria das pessoas e o esgoto é raridade. Mesmo permanecendo público, é preciso resolver problemas de financiamento e gestão. Aliás, a gestão pública como um todo precisa ser  repensada em nosso país. A precariedade do setor de saneamento apenas reflete nossa dificuldade de gestão, aliada às políticas eleitoreiras, ausência de planejamento e corrupção estrutural. A defasagem é grande por que se acumulou tudo o que se deixou de investir ao longo do tempo e o que nos foi roubado.
     Chegamos ao século XXI sem resolver os problemas do século passado. Enquanto outras países já debatem para suas cidades internet das coisas, monitoramento da segurança por software, tráfego autômato, internet wi-fi pública e gratuita, nós ainda debatemos problemas de infraestrutura básica como saneamento, drenagem e pavimentação. É triste, mas ainda são problemas que precisam ser resolvidos. Quem paga a conta? O Estado não tem a grana.
     Acho que o Estado passará a ter dinheiro para os investimentos necessários quando passar a arrecadar mais. Não com o aumento dos impostos, mas com o aumento do número dos que contribuem. Não há outra saída para o país que não seja um crescimento sistemático e sustentado da economia. A inclusão de excluídos na economia, criação de empregos, fomento ao empreendedorismo... Mas, para resolver isso, precisamos resolver a profunda crise política na qual nos encontramos. Enquanto estivermos imersos na polarização, não vamos conseguir viabilizar um grupo político capaz de promover a revolução necessária, infelizmente.
     A discussão do saneamento, de maneira isolada, como está sendo feita no Congresso é como tratar os sintomas, sem tratar a doença. O saneamento precisa ser debatido mas, como fazê-lo sem um debate mais amplo dos problemas que causam a crise do saneamento e tantas outras crises?

sábado, 9 de fevereiro de 2019

JOVENS DE UM PAÍS EM AUTO EXTINÇÃO


Nossos jovens às vezes se matam por causa de futebol,
Às vezes não realizam o sonho de ser jogador.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias que carecem de explicação.

Nossos jovens às vezes matam em arquibancadas do exterior,
Às vezes caem com o avião a caminho do jogo.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias do descuido e da omissão.

Nossos jovens às vezes matam para conquistar o morro,
Às vezes o morro rola por cima deles.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias do vício e do abandono.

Nossos jovens às vezes são soterrados por morro de lixo,
Às vezes são encobertos pela montanha de lama.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias inacreditavelmente recorrentes.

Nossos jovens às vezes se envenenam.
Às vezes são envenenados pelo ódio a quem é diferente.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias do isolamento e do extremismo.

Nossos jovens às vezes se lançam do quarto andar do shopping,
Às vezes se lançam da sacada do prédio.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias de uma sociedade doente.

Nossos jovens às vezes morrem atrás de Pokémons,
Às vezes se matam jogando Baleia Azul.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias da distração e da ausência.

Nossos jovens às vezes assassinam os pais a pauladas,
Às vezes se jogam na frente da bala para defender a mãe.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias causadas pela falta de amor.

Nossos jovens às vezes estrangulam no carro do Über,
Às vezes a jovem pega o Über e não chega ao destino.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias da luxúria e do hedonismo.

Nossos jovens às vezes crescem mimados,
Às vezes matam a namorada por que não aprenderam ouvir “não”.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias de pessoas confusas e desorientadas.

Nossos jovens às vezes estrupam e matam,
Às vezes a jovem é estuprada e jogada do penhasco.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias que deixam a todos perplexos.

Nossos jovens às vezes vão para a prisão errada,
Às vezes a jovem passa dias sendo estuprada.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias do erro e da maldade.

Nossos jovens às vezes matam homossexuais,
Às vezes jovens homossexuais são lapidados na rua.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias inflamadas pela intolerância.

Nossos jovens às vezes morrem a caminho da escola,
Às vezes são encurralados e alvejados dentro da escola.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias da violência e falta de empatia.

Nossos jovens policiais assassinam surfistas,
Às vezes o Ricardo só quer um pouco de paz.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias da arrogância e prepotência.

Nossos jovens às vezes se matam na saída da balada,
Às vezes são asfixiados na pista de dança.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias do ódio e da negligência.

Nossos jovens às vezes atropelam ciclistas e são absorvidos,
Às vezes andando de skate são atropelados no túnel.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias da injustiça e do desmando.

Nossos jovens às vezes se matam dirigindo nas rodovias,
Às vezes são atropelados a pé ou de bicicleta.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias do desrespeito e da desobediência.

Nossos jovens às vezes realizam chacinas,
Às vezes são mortos na frente da Candelária.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias motivadas pela falta de altruísmo.

Nossos jovens às vezes matam para ser aceitos no tráfico,
Às vezes morrem se saírem do tráfico.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias provocadas pela ausência do Estado.

Nossos jovens às vezes ateiam fogo em índio,
Às vezes o jovem índio perde suas raízes.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias que sempre comovem a gente.

Nossos jovens às vezes morrem sem condições dignas de trabalho,
Às vezes morrem de fome por que não conseguem trabalho.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias da ambição e da exploração.

Nossos jovens às vezes morrem no campo.
Às vezes saem do campo para não morrer de fome.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias que perpassam gerações.

Nossos jovens são o futuro do Brasil
Às vezes penso que o Brasil não tem futuro.
Tragédia de ontem, tragédia hoje,
Tragédias de um país em auto extinção.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

BEBA COM CONSCIÊNCIA


O Fórum de Taguatinga deixou de disponibilizar copos descartáveis aos visitantes.
Próximo aos filtros são colocadas bandejas com copos limpos e, ao lado, um recipiente para receber os copos que serão limpos antes de serem reutilizados.
Algumas pessoas pensam que a medida não é ambientalmente relevante por que se gasta água na lavagem dos copos. No entanto, a iniciativa é importante sim, pois gasta-se menos água para lavar um copo do que o que é gasto proporcionalmente na indústria para produzir um novo copo descartável. Além disso, o uso de copos retornáveis poupa a energia que seria gasta no processo industrial, economiza os recursos naturais empregados como matéria prima para o copo e reduz a produção de um lixo que demoraria séculos para se decompor. Imagina, seu gole d'água de alguns segundos, produz efeitos que duram séculos.
Parabéns ao Fórum de Taguatinga pela iniciativa!