PREPARAÇÃO PARA O NATAL: PONTO PARA A ÁUSTRIA


     O que ouvimos dizer no Brasil é que a Europa está secularizada e que poucas pessoas ligam para religião. Concordo que a religião já não tem a mesma influência que outrora (e em muitos aspectos isso é bom), porém, a percepção que tive é que a religião ainda exerce grande influência nos povos daquele continente. Existem muitas igrejas, não tão lotadas quanto as que vemos no Brasil, mas em plena atividade. O ritmo da vida não é apenas regulado pelas estações do ano, mas também pelas festividades de cunho religioso. Isso fica bem evidente nas celebrações natalinas.
     Os europeus se preparam com bastante antecedência para a celebração do Natal. Passam meses reformando, pintando, faxinando, limpando e enfeitando a casa. Colorem as ruas e as enchem de luz. Promovem musicais e concertos nas igrejas ou em praças públicas. Preparam estivais gastronômicos e feiras de artigos natalinos. É claro que para muitos a data é apenas um momento de festa, música e bebedeira. Mas a maioria das pessoas ainda têm em mente que estão celebrando o nascimento de Jesus Cristo. O Natal ainda é revestido de religiosidade, inclusive, chamam as festividades que antecedem ao Natal de "advento". A palavra é utilizada pela Igreja Católica para definir o tempo de preparação para o Natal.
     Na Áustria, vi feiras natalinas em diversas praças nas diferentes cidades em que passei, anúncios de concertos com músicas natalinas, ruas enfeitadas, luzes nas fachadas dos prédios e no interior das casas. Isso também é visto no Brasil, mas de forma mais discreta, especialmente nos últimos anos. No Distrito Federal, por exemplo, já não enfeitamos o centro de Ceilândia, o centro de Taguatinga e a Esplanada dos Ministérios como costumávamos fazer tempos atrás. Por isso, dando continuidade à saudável comparação que tenho feito entre Brasil e Áustria, no quesito "preparação para o Natal", o ponto vai para a Áustria.
     

2 comentários:

  1. Roberto, acredito que no quesito espírito natalino, consideração pelo próximo, educação e consciência comunitária também vão muitos pontos para o estrangeiro - digo não só Áustria- mas outros países que temos orgulho de conhecer. Eles são privilegiados pela inteligência emocional e consideração pelo coletivo. O respeito ainda é base mais forte entre os mais velhos, e considerado assim TB pelos mais jovens.
    Dou dois exemplos de hoje, dia de natal, em que ao passear com meus Pets me deparei com uma praça inteira cheia de lixo (de todo tipo) jogado no chão por uma população que comemorou a passagem do dia 24 para o dia 25 naquele local pura falta de respeito e consideração com os bens que são de todos.
    E num segundo momento, fim de tarde, um Senhor e sua Senhora dentro de um veículo antigo ao passearem distraídos e satisfeitos abalroaram meu veículo na traseira. Ao sair do meu carro, eu ao questioná-lo sobre o prejuízo que ele havia me causado fui surpreendido por um sorriso (debochado) e uma resposta hipócrita de que aquilo não havia sido nada demais, apesar do que ele amassou meu porta malas além do susto de ter chicoteado nossos pescoços no movimento de batida.
    Concluo aqui que você amigo Roberto tem plena razão, a ÁUSTRIA ganha do Brasil novamente; principalmente em relação ao seu povo pacífico, educado e que torna a vida dos seres que lá vivem muito mais valorosa e valorizada. Enquanto aqui tanto os velhos quanto os novos esqueceram os menores e mais básicos princípios de cuidado e respeito aos próximos.

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  2. Roberto, acredito que no quesito espírito natalino, consideração pelo próximo, educação e consciência comunitária também vão muitos pontos para o estrangeiro - digo não só Áustria- mas outros países que temos orgulho de conhecer. Eles são privilegiados pela inteligência emocional e consideração pelo coletivo. O respeito ainda é base mais forte entre os mais velhos, e considerado assim TB pelos mais jovens.
    Dou dois exemplos de hoje, dia de natal, em que ao passear com meus Pets me deparei com uma praça inteira cheia de lixo (de todo tipo) jogado no chão por uma população que comemorou a passagem do dia 24 para o dia 25 naquele local pura falta de respeito e consideração com os bens que são de todos.
    E num segundo momento, fim de tarde, um Senhor e sua Senhora dentro de um veículo antigo ao passearem distraídos e satisfeitos abalroaram meu veículo na traseira. Ao sair do meu carro, eu ao questioná-lo sobre o prejuízo que ele havia me causado fui surpreendido por um sorriso (debochado) e uma resposta hipócrita de que aquilo não havia sido nada demais, apesar do que ele amassou meu porta malas além do susto de ter chicoteado nossos pescoços no movimento de batida.
    Concluo aqui que você amigo Roberto tem plena razão, a ÁUSTRIA ganha do Brasil novamente; principalmente em relação ao seu povo pacífico, educado e que torna a vida dos seres que lá vivem muito mais valorosa e valorizada. Enquanto aqui tanto os velhos quanto os novos esqueceram os menores e mais básicos princípios de cuidado e respeito aos próximos.

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