Apesar das dificuldades brasileiras no ensino de línguas
estrangeiras, o brasiliense não precisa ir longe para ver um contraponto a essa
tendência. O Centro Interescolar de Línguas, o CIL, oferece ensino de língua estrangeira
com qualidade, atendendo principalmente aos alunos de baixa renda das escolas
públicas.
Como preparação para o período de imersão na Áustria, o GDF
ofereceu aos participantes do programa Brasília Sem Fronteiras (BSF) um curso
organizado pelo CIL abordando aspectos fundamentais da história, geografia e
cultura austríaca. Os servidores que participaram do programa BSF tiveram a
oportunidade de conhecer dois alunos do CIL, ambos com 17 anos, um rapaz e uma
moça, moradores de Santa Maria, estudantes do terceiro ano do Ensino Médio, que
sempre estudaram em escola pública. Os alunos foram dar dicas de alemão para os
servidores. Detalhe: falando em inglês! Apesar de tão jovens, os alunos tinham
fluência em inglês e estavam avançados no estudo do alemão. Ambos já viajaram
diversas vezes para a Europa e para os Estados Unidos aproveitando bolsas de
intercâmbio com todas as despesas pagas por embaixadas e outras instituições.
Infelizmente nem todos aqueles que têm a oportunidade de
estudar no CIL aproveitam a chance. São poucos aqueles que ingressam no curso e
perseveram até o final. Apesar disso, o CIL coleciona histórias de alunos que
têm se destacado após aprender uma língua estrangeira. A pergunta que fica é a
seguinte: por que o método de sucesso do CIL não é adotado no restante da
Secretaria de Educação, de modo que todos os alunos da escola pública tenham
acesso a um ensino de língua estrangeira de qualidade?

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