Está acontecendo a prova do concurso público do Metrô-DF/2014. Reparem o absurdo dos estacionamentos vazios, enquanto os carros se aglomeram pelo lado de fora.
Em nossa sociedade capitalista os custos das atividades
econômicas são compartilhados socialmente. Todos nós sofremos com os
agrotóxicos que contaminam o solo e nossas águas; todos nós sofremos com os
resíduos que as indústrias lançam nos rios e na atmosfera. No entanto, o lucro permanece
na mão dos poucos que detêm os modos de produção.
O Centro Universitário UNIEURO em Águas Claras, por exemplo,
recebe um bom dinheiro por alugar suas instalações para a realização de provas
de concurso. Mas, por um capricho interno ou falta de organização, não permite
que os candidatos deixem seus automóveis em seus estacionamentos. Resultado: os
candidatos estacionam em locais proibidos, interditam faixas das ruas internas
de Águas Claras e até das vias marginais da EPTG, matam a grama e as mudas de árvore
plantadas na rotatória em frente ao centro universitário.
O UNIEURO pode alegar que o uso do estacionamento poderia
comprometer a segurança do processo seletivo. Porém, um pequeno investimento em
grades ou alambrados em torno do estacionamento resolveria o problema. Mas,
assim é o capitalismo, é preciso maximizar o lucro com o menor investimento
possível. A sociedade absorve passivamente uma parcela dos impactos negativos.
É preciso repensar esse modelo e buscar a construção de uma
sociedade que não se ampare no lucro, mas no bem-estar de todos. As empresas
precisam ter maior responsabilidade socioambiental. Isto é, reduzir os custos
sociais e ambientais decorrentes de suas atividades econômicas e partilhar
socialmente seus resultados. Posso parecer maluco, mas ainda acredito que isso
seja possível.

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