sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Coleta Seletiva no Distrito Federal

No dia 17 de fevereiro o GDF iniciou a coleta seletiva de lixo em todo o DF. Você não sabia disso? Não sei se é por que o GDF estava mais preocupado em trabalhar para você, mas denota uma tremenda falta de organização e planejamento.

A implementação da coleta seletiva em toda uma unidade da federação deveria ser precedida de ampla divulgação. Propagandas no rádio, na televisão e em jornais de grande circulação. Campanhas educativas na rua, nas escolas e nas instituições públicas. Entrega de panfletos e cartilhas. O povo deveria ser educado sobre como proceder a coleta e ser informado adequadamente sobre os dias de recolhimento de cada tipo de resíduo. As pessoas precisavam de tempo para comprar novas lixeiras e os condomínios para capacitar seu pessoal, modificar processos, adquirir novos contêineres.

O GDF, no entanto, se limitou a uma parca campanha, às vésperas do início da coleta seletiva. O restante da publicidade veio através de notícias, oferecidas não pelo GDF, mas pelos próprios meios de comunicação. As cooperativas de catadores não foram devidamente organizadas e encontram-se incapazes de dar destinação final adequada aos resíduos que estão sendo coletados.

Apesar dos tropeços dos nossos governantes, a ideia da coleta seletiva é muito boa. Aquilo que chamamos de lixo é fonte de energia e matéria-prima para novos produtos. A matéria-prima proveniente do lixo é obtido com menor consumo de energia e água. Quando a matéria-prima é obtida do lixo, os recursos naturais são poupados e ecossistemas naturais deixam de ser destruídos. Quando o lixo que é reciclado, ele não contamina nossos solos e nascentes. A produção de energia a partir do lixo combate o efeito estufa. A coleta seletiva contribui para o desenvolvimento social e a redução da desigualdade porque favorece famílias de baixa renda.

Portanto, minha gente, procuremos fazer a nossa parte. A separação é muito simples: coloque em recipientes ou sacolas diferentes o lixo seco (vidro, papel, plásticos, papelão...) e o lixo orgânico (restos de comida, cascas, poda de plantas, lixo do banheiro...). Passe água nas caixas de leite, caixas de suco, copos de iogurte e outros recipientes recicláveis que carregam matéria orgânica. Materiais como cerâmica, grampos, clipe e fitas adesivas podem ser colocados no lixo orgânico, pois, não são recicláveis. Atenção especial para pilhas, baterias, equipamentos eletrônicos, lâmpadas e outros materiais que carregam metais pesados. Eles não devem ser jogados no lixo! Devem sofrer uma “logística reversa” de volta ao fabricante. Informe-se sobre onde descartar esse tipo de resíduo. Aí vão algumas dicas:

Para você que mora em casa, verifique no site do SLU os dias corretos de colocar para fora cada tipo de resíduo.

Para você que mora em apartamento, verifique como seu condomínio está realizando o descarte. O ideal é que hajam dois contêineres identificados e no dia correto, cada caminhão pega o lixo do seu respectivo contêiner.

Para alguns poderá parecer complicado, mas, por experiência própria, eu digo que é bem simples. Há mais de dois anos faço a separação do lixo em minha residência e hoje ela ocorre de forma bem natural. Até as crianças já se acostumaram. Os benefícios socioambientais compensam o pequeno esforço extra.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos foi promulgada em 2010 e estabeleceu o prazo de quatro anos para a implantação da coleta seletiva nos municípios. O prazo parece não ter sido suficiente para que o GDF pudesse se organizar. Sejamos justos: a maior parte dos municípios está mais atrasada do que Brasília. A capital federal, no entanto, deveria dar o exemplo.

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